quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Uma tragédia não pode ser à toa

É normal, para qualquer pessoa, que surjam questionamentos (sobre a vida e o modo de viver) após uma grande tragédia como a de Santa Maria.
A gente para pra pensar como pessoa, como profissional, como mulher, mãe, filha, esposa e se encaixa em todos os papeis sociais, as vezes em todos de uma vez, pra tentar enxergar o que se tem feito da vida.
A resposta muitas vezes é assustadora.

Uma frase de Dalai Lama, famosa na rede, diz um pouco sobre isso. A tal mensagem diz que "os homens perdem a saúde para ganhar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem tanto no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente, nem o futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivesse vivido". E é assim mesmo. O pior é que é assim mesmo.

 Profissionalmente, eu não sei dizer se não me envolveria emocionalmente com a situação dos familiares das vítimas do incêndio.
Como filha (ou mãe, numa situação futura), não sei se suportaria tamanha dor. Se seguiria em frente.
Como pessoa, não sei mais ao certo qual é o nosso propósito por aqui, já que a vida é tão frágil e diversas vezes comparada à chama de uma vela, que pode se apagar no mais sutil sopro.
Sinceramente eu não sei.

Não estou querendo aqui dizer que todos devemos mudar, passar a desapegar de bens materiais, vivendo apenas de luz e amor ao próximo. Sejamos realistas. Mas as mais de 200 vidas que se foram devem servir, pelo menos (sendo bem pessimista) para que alguns aspectos da vida moderna sejam repensados. Não pode ser à toa, não deve ser à toa. 

Não há explicações para o que aconteceu, mas há a necessidade de evolução - física e espiritual - com o exemplo catastrófico de tantas vidas, jovens vidas que não estão mais neste plano.

Repensar é bom. Se reinventar é melhor ainda.
Além do luto, e das críticas que tantos insistem em fazer ao procurar um culpado para o que aconteceu, é bom que se pare e pense no que se tem feito.
E boa sorte quanto às conclusões.